O senador Efraim Filho, presidente do PL na Paraíba, manifestou perplexidade diante do cenário político “e policial” em Cabedelo após os desdobramentos da Operação Cítrico, realizada pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (14), resultando no afastamento do prefeito interino e eleito no domingo passado, Edvaldo Neto, por suspeitas de ligação da gestão com facções criminosas.
O parlamentar afirmou que o setor jurídico do PL está acionando a Justiça Eleitoral para pedir a suspensão da diplomação de Edvaldo, prevista para o próximo dia 20. “O primeiro passo é suspender a diplomação e, em seguida, sugerir a posse de Walber no comando do município”, afirmou Efraim durante a coletiva de Imprensa na sede do partido, em João Pessoa.
Segundo o parlamentar, o pedido será feito em caráter liminar, diante das revelações trazidas pela operação conduzida pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba e pela Controladoria-Geral da União, que resultou no afastamento de Edvaldo.
“A situação exige cautela e nosso grupo político pretende adotar todas as medidas legais cabíveis para preservar a lisura do processo e garantir que Cabedelo não seja governada sob suspeitas”, pontuou Efraim, complementando: “as pessoas de Cabedelo querem ficar livres e terem sua autonomia para seguir adiante e a gente vai continuar com essa briga por acreditar que o município não suporta uma terceira eleição e quer deixar de ser refém do crime organizado”, frisou.
Diante desse contexto, o jurídico do PL informou que já ingressou com três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs), baseadas nos elementos reunidos pela Operação Cítrico. O objetivo da legenda é barrar a diplomação e dar posse a Walber Virgulino que foi o segundo colocado nas eleições suplementares, até que haja tempo suficiente para o julgamento do caso, evitando insegurança jurídica e instabilidade administrativa no município.
“É preciso agirmos para evitar a perpetuação dessas organizações criminosas na administração das nossas cidades. Não se trata apenas de uma disputa política, mas de proteger a cidade e assegurar que a Justiça tenha tempo para analisar os fatos com a profundidade necessária”, concluiu.
