A política às vezes segue arranjos parecidos com as leis da física. E nenhum outro paradigma é tão utilizado como a lei da ação e reação. Cada movimento executado provoca um desdobramento, com alcance e implicações próprias.
Essa semana o deputado estadual Doutor Romualdo, que deixou recentemente o MDB para migrar para o PC do B, anunciou apoio à pré-candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) – juntamente com sua esposa, Flavinha Sousa, prefeita do município do Congo.
No MDB, do ex-prefeito Cícero Lucena, o deputado fazia oposição ao Governo João Azevêdo (PSB).
A ida para a base, contudo, tem um contexto, que explica bem como a atividade política é uma ação x reação frequente.
É que no início da pré-campanha havia um acordo para que os candidatos a deputado estadual da oposição estivessem em dois partidos: MDB e PSD. Mas o afunilamento das discussões internas fez com que os oposicionistas optassem por formar um ‘chapão’ do MDB.
O pedido para mudança de rota e quebra de acordo, pelo que o Blog apurou, teria partido do deputado federal Wellington Roberto, diretamente interessado na reeleição do filho, Caio Roberto, para a Assembleia Legislativa; assim como de caciques da Capital, que ingressaram recentemente na legenda.
O efeito disso foi que os dois deputados do partido, Anderson Monteiro e Doutor Romualdo, deixaram a legenda e foram para a Federação PT, PC do B e PV. No caso de Anderson ficando na oposição, no PV, partido que permanece na base do ex-prefeito Cícero Lucena.
Já Doutor Romualdo passou a integrar uma legenda da base governista, o PC do B. E sem arestas com o novo Governo, de Lucas, decidiu entrar na base.
O MDB até recebeu três deputados, mas eles já estavam na oposição; e amargou um ‘estrago’ para a pré-campanha de Cícero, principalmente na região do Cariri do Estado, onde Doutor Romualdo é uma das principais lideranças.
