A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou um projeto de lei que inclui a disciplina de ‘Poesia e Cultura Popular’ na grade escolar da rede estadual de ensino. O projeto é de autoria do deputado Dr. Romualdo (PCdoB).
Nos termos do projeto, a rede estadual de ensino fica obrigada a manter um acervo de livros e folhetos voltados para poesia e cultura popular. Os custos para essa implementação, pelo o que é previsto, seriam por recursos próprios do Estado, com a possibilidade de suplementação orçamentária, se necessário.
Na justificativa, o parlamentar ressalta que a Paraíba é a terra natal de figuras renomadas da poesia e cultura popular, e que a inclusão da disciplina na grade curricular é uma forma de aproximar os estudantes paraibanos da história cultural do Estado.
“A inclusão da disciplina de Poesia Popular na grade curricular das escolas da Rede Estadual de Ensino permitirá que os estudantes tenham contato direto com esse importante legado, reconhecendo na palavra rimada e na narrativa versificada uma poderosa ferramenta de aprendizado”, diz a justificativa.
O projeto aprovado pela Assembleia aguarda a sanção do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).
Paraíba é berço de poetas
A Paraíba é reconhecida historicamente como um berço de grandes poetas e pessoas renomadas da cultura popular nordestina. Nomes como Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, José Lins do Rêgo, José Camelo de Melo Rezende e Leandro Gomes de Barros, considerado o ‘rei dos poetas’ em sua época, principalmente por seu trabalho na literatura de cordel.
Os renomados poetas interligam todas as regiões do Estado. Ariano Suassuna nasceu na capital, mas foi radicado em Taperoá, no Sertão. Também foi o Sertão o berço de Leandro de Barros, que nasceu em Pombal. José Lins do Rêgo era natural de Pilar enquanto Augusto dos Anjos era de Cruz do Espírito Santo, sendo as duas cidades na região de João Pessoa.
José Camelo de Melo nasceu em Pilõezinhos, quando a atual cidade ainda era território de Guarabira, próxima ao Brejo Paraibano. O poeta é autor do poema ‘Pavão Misterioso’, reconhecido nacionalmente, que acabou virando música nas vozes de Amelinha e Belchior.
Desde 2018 que a literatura de cordel é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
