O aumento expressivo no número de feminicídios, assim como casos de violência contra mulher e vulneráveis entrou no debate entre os candidatos a governador da Paraíba. Como acompanhou o ClickPB nesta sexta-feira (07) durante debate transmitido pelo MRTV e FGTV, os candidatos puderam falar mais sobre as melhores saídas que observam para solucionar o problema.
Efraim Filho (PL) questionou Cícero Lucena (MDB) sobre a escalada da violência que acaba tendo as mulheres como vítimas preferenciais, citando números de feminicídio e estupro.
O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, destacou que a “questão da segurança é um item da pauta de todos nós. Sabemos que a Segurança pública é de total responsabilidade do Governo do Estado. Acreditamos que se faça necessário uma ampliação nas delegacias especializadas em defesa da mulher. Inclusive não só interiorizando, mas também funcionando 24h. Nós precisamos atacar isso de forma verdadeira, não através de propaganda. Nós vamos interiorizar, além da questão que adotei na Guarda Municipal, a Patrulha Maria da Penha, reequipar e interiorizar, isso de forma verdadeira, com profissionais, assistência psicológica e enfrentamento do problema. E levar também para a educação”.
Em sua réplica, o senador Efraim Filho observou que “para combater a violência doméstica e a escalada do feminicídio é importantíssimo aumentar a capacidade de denúncia, campanhas de conscientização e também buscar autonomia das mulheres para que elas possam ter a saída protegida de casa. É importantíssimo que além da presença policial, da repressão ao criminoso, a gente dê empreendedorismo para as mulheres, acesso ao crédito para que elas tenham na independência econômica a chance de sair de casa e não ficar dependendo do abuso. Então, ao lado do combate e da repressão ao feminicídio, também ações para as mulheres”.
Cícero Lucena finalizou sua fala citando que “esse combate à violência, ao feminicídio é fundamental e, sem dúvida nenhuma, o esclarecimento, a oportunização da informação, fazer com que a tecnologia possa colaborar cada vez mais para que seja preservada a distância entre aqueles que precisam e estão sob medidas protetivas. É fundamental ter o acompanhamento da tecnologia. Aqui em João Pessoa, por exemplo, implantamos 3 mil câmeras com reconhecimento facial que pode sim ser um instrumento de monitoramento da aproximação dessas pessoas com as vítimas e, consequentemente, com a tecnologia oferecida hoje na cidade de João Pessoa poderá proporcionar uma proteção maior desde que as forças policiais estejam preparadas e equipadas para ajudar”.
